Talismã de Renato marca, Grêmio vence e Brasil volta à final do Mundial

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Talismã do técnico Renato Gaúcho, o atacante Everton, 21, foi o herói do Grêmio na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa. Nesta terça-feira (12), o jogador, que entrou durante a etapa complementar, marcou o único gol da equipe na vitória sobre o Pachuca (MEX) por 1 a 0, na prorrogação, após empate no tempo normal por 0 a 0, em Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos.

Com a vitória, o clube gaúcho enfrentará na decisão o vencedor do confronto entre Real Madrid e Al Jazira, que se enfrentam nesta quarta-feira (13), às 15h, em Abu Dhabi. A final está marcada para sábado (16).

É a terceira vez que o time tricolor chega à decisão da competição. Nas outras duas vezes, quando o torneio reunia apenas os campeões da Copa Libertadores e da Liga dos Campeões, a equipe faturou a taça uma vez e na outa deixou escapar. Em 1983, sagrou-se campeão ao bater o Hamburgo. Doze anos depois, perdeu para o Ajax nos pênaltis.

A classificação do Grêmio para a final do Mundial de Clubes também coloca fim a um tabu brasileiro de cinco anos. A última vez que um clube do país passou pela semifinal do torneio foi em 2012, quando o Corinthians faturou o título diante do Chelsea.

Na temporada seguinte, o Atlético-MG caiu na semifinal para o Casablanca. Desde então, nenhuma equipe brasileira ganhou a Libertadores.

O JOGO

Na semifinal, o Grêmio ficou muito aquém do futebol apresentado na decisão da Libertadores. O desempenho ruim, no entanto, tem uma explicação: a ausência do meio-campista, Arthur, 21, que sofreu ruptura ligamentar no tornozelo esquerdo e não foi inscrito na competição. Ele foi substituído por Michel, que formou a dupla de volantes com Jailson. O meio de campo ainda teve Ramiro pela direita e Luan mais avançado e com a responsabilidade de armar a equipe.

Com essa formação, o Grêmio teve dificuldade para sair jogando e de controlar a posse de bola. A equipe ficou muito estática e não criou nenhum lance de perigo. Já Fernandinho foi pouco acionado, enquanto Barrios não conseguiu ser efetivo quando recebia a bola.

Na etapa inicial, os chutes mais perigosos foram em cobranças de falta de Edílson e Fernandinho –ambos por cima do travessão.

Apesar de atuar com dois jogadores mais de marcação centralizados, o time treinado por Renato Gaúcho dava espaços. Nos acréscimos da etapa inicial, Honda invadiu a área, mas foi travado por Cortez na hora da finalização.

No segundo tempo, o Grêmio melhorou. Renato deixou a equipe mais ofensiva com a entrada de Jael no lugar de Barrios e do atacante Everton na vaga de Michel. Mesmo assim, o time pouco criou.

O melhor lance aconteceu aos 33 minutos, quando Everton recebeu livre dentro da área, driblou o adversário, mas demorou para finalizar. Na sequência, os mexicanos ameaçaram em uma cabeçada de Guzman, que passou rente à trave de Grohe.

Na prorrogação, Renato voltou com Léo Moura no lugar de Edilson. Porém, quem brilhou foi o talismã do treinador. Cortez cobrou lateral rápido para Everton, que invadiu a área e bateu colocado no canto.

Após o gol, o Grêmio se fechou e apostou nos contra-ataques. O Pachuca tentou, mas a equipe soube se segurar para conquistar a vitória e a classificação.

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