Logística desafia vela brasileira para Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020

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As intempries do pas e dificuldade logstica para deslocar equipamentos tm forado os velejadores brasileiros a adquirir barcos adicionais na preparao para os Jogos Olmpicos de Tquio.

Competidores das dez classes que integram a modalidade na Olimpada passaram a comprar modelos novos j em 2017 para ficarem estocados com antecedncia em arredores ou locais prximos ao palco de competio, que ser a cidade de Enoshima (a duas horas da capital).

A CBVela (Confederao Brasileira de Vela) falou que todas as classes tero barcos sobressalentes.

A entidade estima investimento de cerca de R$ 1 milho para custeio dos novos barcos para a Olimpada, a inclusas a aquisio e o transporte para o pas asitico.

Estrategicamente, todos os principais velejadores brasileiros tm duas embarcaes: uma delas fica no Brasil e a outra na Europa, onde ocorre a maior parte das competies em nvel internacional.

At em razo da quantidade de eventos no continente, o pas dispe de uma base em Barcelona, mantida pelo COB (Comit Olmpico do Brasil).

Passados os Jogos do Rio, o entendimento da confederao, do comit e dos atletas foi de que seria mais fcil obter novos barcos do que traslad-los do Brasil ou da Europa para a sia at 2020.
Jorge Zarif, 25, quarto colocado nos Jogos do Rio e campeo mundial na classe Finn em 2013, foi um dos primeiros a adotar tal expediente.

Ainda no ano passado, ele fez a encomenda ao fabricante da embarcao, por temer a demora de uma fila de pedidos que pode chegar a nove meses. No incio de 2017, concluiu a compra, no valor de 22 mil euros (R$ 87 mil), sem incluir o mastro.

Ele espera que o equipamento chegue ao Japo em julho deste ano -se fosse import-lo para o Brasil, o custo subiria para at 50 mil euros (R$ 198 mil).

A previso que no segundo semestre, provavelmente em setembro, acontea o primeiro evento-teste de vela na raia olmpica de Enoshima.

“A distncia at o Japo muito complicada e encarece a campanha. Eu j tenho um barco no Brasil e outro na Europa, mas tive de adquirir um terceiro porque no d tempo de competir e treinar em meio a tantos deslocamentos”, afirmou o velejador.

“No faz qualquer sentido levar e trazer o barco a todo momento”, complementou.

A CBVela disse que “j ajudou e continuar ajudando” os velejadores do pas a adquirirem as embarcaes. O COB tambm deve entrar no circuito para viabiliz-los.

A medalhista olmpica Fernanda Oliveira, 36, adere ao coro. Ela tem a experincia de j ter vivido -e ido ao pdio- em uma Olimpada na sia. Em Pequim-2008, ela levou o bronze na classe 470, ao lado de Isabel Swan.

” um desafio grande o fato de a prxima Olimpada ser no Japo. A distncia uma coisa que geralmente nos assusta. Mas nos Jogos da China a situao era parecida. Vai ser impossvel ter o conforto que tivemos no Rio, no adianta se preocupar”, disse.

As campes olmpicas Martine Grael e Kahena Kunze (da classe 49er FX) tambm tero um equipamento adicional para a preparao at 2020.

CLIMA

Em que pesem as precaues de antecedncia, existe um outro fator de preocupao para a confederao brasileira: as vicissitudes climticas caractersticas do Japo.

As intempries tm atrapalhado a definio de uma base, ou at mesmo um depsito, para os barcos na campanha at os Jogos de 2020.

“L h problemas de furaces, tufes e tsunami. Por isso, no se pode deixar o barco armazenado em qualquer clube”, afirmou o bicampeo olmpico Torben Grael, 57, atual coordenador tcnico da equipe brasileira de vela.

Grael julga que os empecilhos na logstica obrigaro todos os pases a adotarem barcos adicionais. “No possvel ficar transportando barcos. O custo do transporte o custo do barco”, disse.

Ele acrescentou que a prpria raia olmpica de Enoshima ter um efeito complicador para os competidores.

“A condio no Japo de vento bem fraco, e no sei se nossos velejadores esto muito acostumados. A Olimpada de 2020 ser difcil para ns, ao contrrio da do Rio. Vamos sair da melhor condio para a mais inspita.”

Os Jogos sero entre 24 de julho e 9 de agosto de 2020..

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